terça-feira, 1 de junho de 2010

Getúlio Vargas domingo à noite, lugar onde se podem encontrar pessoas bonitas e douradas, ou não. Onde é possível escutar o CD inteiro dos Los Hermanos apenas ao subir da avenida. Tantos carros e musicas em um só lugar...

Mas ao meio dia, antes de toda essa agitação, vou almoçar. Passo pelo Getulio Loft e em frente se encontra duas Ferraris estacionadas, uma vermelha e outra amarela, e outros carros que nem sei muito bem os nomes. Me pego perguntando a Deus, porque eu não nasci rica, assim não precisaria atravessar a cidade para estudar em uma biblioteca em pleno domingo. Porque aquelas pessoas estavam tão felizes, todas de óculos de sol cabelos lisos e pele muito bem cuidadas. Esbanjando um sorriso que atravessava seu rosto de uma orelha a outra. Falavam sobre festas e o quanto lucraram com as vendas este mês.

O Restaurante Avenida estava fechado, sempre como lá porque o tio é super gente fina e dá desconto para quem é aluno onde estudo. Acabou me restando o Subway, sempre tive vontade de comer e até trabalhar lá que funciona 24 horas, imagine só você ver a cidade dormir e acordar todos os dias, que nostalgia, mas depois que vi como aquelas pessoas trabalham sempre repetindo as mesmas frases, com um sorriso forçado, apenas buscando ser o funcionário do mês, então desisti.

Pedi o Barato do dia, sentei-me olhando para a rua, vendo as pessoas passarem. Até que uma jovem loira sai de seu carro com uma amiga e entra no estabelecimento. Escolhe um sanduíche para levar e quando estava chegando perto do carro um rapaz que aparentava ter uns 40 anos, mas com certeza não passava da casa dos 25 começou a se aproximar dela. Pensei que fosse assaltá-la ou pedir dinheiro, mas não disse mais que três palavras. Ela deu de ombros entrou no automóvel e saiu rapidamente.

Então ele começou revirar o lixo, retirava os copos de plásticos, um por um, e colocava-os na calçada. Então tirou a tampa e bebeu o pouco do refrigerante que restava. E assim foi com cada um, tirando a tampa, analisando o conteúdo, bebendo, bebendo, bebendo. Às vezes encontrava um pedaço do Barato do dia, que para ele custa caro.

Não conseguia parar de olhar, naquele momento já passado em minha cabeça que ele fosse ladrão, mendigo, flanelinha, catador de lixo, mas não meu Deus, era um homem.

Um comentário:

  1. é isso mesmo - a gente revira ate´conseguir a satisfação - seja ela próxima ou distante - assim também reviramos o coração de alguém em busca de uma ultima lagrima de amor e assim reviramos o próprio corpo à busca de uma sensação de felicidade que seja. Assim reviramos a internet (?) em bsuca de bons textos que nos toquem e sejam próximos de nosso entedimentop de nosso cotiidiano, de nossa vida. Moage cuiabana consegue isto, capturar este calor e esta fuligem que substitui aos poucos o ar de nossos pulmões e roubar o nosso tempo...

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